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Entenda por que algumas pessoas não gostam de abraços

O comportamento dos pais em relação ao contato físico pode interferir na maneira como as pessoas reagem ao abraço.

Você é do tipo que faz de tudo para evitar um abraço? Ou conhece alguém que é assim? Em ambos os casos nem sempre é fácil explicar o motivo que leva uma pessoa a não gostar muito do contato, considerados por muitos, como um gesto de carinho. Segundo a ciência, algumas das causas para este comportamento é a forma como uma pessoa é criada ou problemas de autoestima.

“Nossa tendência a nos envolvermos em contato físico – seja abraçar, dar um tapinha nas costas ou oferecer o braço a um amigo – é, muitas vezes, produto de nossas experiências iniciais”, explicou Suzanne Degges-White, professora da Northern Illinois University, nos Estados Unidos, à Time.

Qualquer que seja a origem da aversão, ela pode causar desconforto para quem a sente e para quem é alvo dela. Felizmente, de acordo com especialistas, é possível superá-la, mas a iniciativa deve partir do indivíduo, que pode – ou não – querer agir “normalmente”.

Vale lembrar ainda que evitar contato físico também pode ser um componente cultural. Em países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Inglaterra as pessoas tocam e abraçam menos umas as outras do que em lugares como Brasil, França e Porto Rico, por exemplo. Pelo menos é o que indica estudo realizado pela Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos.

Convivência familiar
Estudo de 2012, publicado na revista Comprehensive Psychology, indica que pessoas criadas por pais que gostam de abraçar estão mais propensos a replicar o comportamento na fase adulta. Já Suzanne afirma que para pessoas que convivem com pais que fogem do contato físico, apenas pensar em ser abraçado pode deixá-las desconfortáveis. A atitude é reproduzida durante toda a vida e repassada à geração seguinte.

No entanto, existe uma terceira situação, que reflete o comportamento oposto, ou seja, crianças cercadas pela falta de toques físicos podem crescer com a necessidade de suprir essa carência e, portanto, são mais propensas a querer abraçar. “Algumas crianças crescem e se sentem ‘famintas’ pelo toque e tornam-se indivíduos que não conseguem receber um amigo sem um abraço ou um toque no ombro”, comentou Suzanne.

Assim, fatores familiares podem gerar um impacto fisiológico duradouro, independente do tipo de ambiente em que as pessoas foram criadas.

Publicado por: Juliane Mesquita Barbosa

Fonte: Veja Abril

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